Bebês Trocados na Maternidade: Juiz decide pela multiparentalidade
A Justiça de Goiás mandou retificar as certidões de nascimento de dois bebês que foram trocados na maternidade, para incluir quatro pais em cada registro — biológicos e socioafetivos.
A troca foi descoberta meses após o nascimento (outubro de 2021), por meio de exame de DNA.
Identificou-se que as crianças estavam com famílias que não eram as biológicas, no entanto, cada criança já tinha desenvolvido vínculo afetivo com as famílias trocadas.
Decisão judicial reconheceu a multiparentalidade: ou seja, ambos os pais, os que criaram e os pais biológicos, terão os direitos e deveres parentais sobre ambos os filhos, e cada filho terá em seu registro de nascimento dois pais e duas mães
Como ficará a convivência?
De segunda a sexta: com os pais biológicos.
1º fim de semana de cada mês: convivência conjunta das crianças na casa dos primeiros pais;
2º fim de semana: convivência conjunta das crianças na casa dos segundos pais;
3º fim de semana: cada criança permanece separadamente com seus pais biológicos;
4º fim de semana: cada criança permanece separadamente com seus pais socioafetivos.
Por que essa decisão importa?
Reforça o princípio de que afetividade e laços construídos devem ser respeitados.
Mostra que a lei pode reconhecer múltiplas parentalidades, não apenas as biológicas.
Garante às crianças o direito de manter vínculos com quem sempre foi “pai ou mãe” para elas — mesmo em situações complexas.
Fonte: IBDFAM
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